"Quando pensamos em Marketing Digital, as mídias sociais ocupam um lugar de destaque. Porém, nem todas se destacam tanto atualmente quanto o Facebook." (Pág. 08)
"Mesmo com um número expressivo de usuários, notícias, cases de sucesso e todo o tipo de argumento que comprove a importância das mídias sociais e do Facebook para as empresas, nem todas (ainda) conseguiram visualizar seu potencial." (Pág. 08)
"Muitas empresas ainda não adotaram o modelo de pensamento
coletivo e a possibilidade de identificar oportunidades
simplesmente conversando com seus clientes
nas mídias sociais." (Pág. 10)
"As mídias sociais são um campo com muitas oportunidades
para empresas de todos os tamanhos, basta que a
forma de pensar nestas oportunidades se dê de maneira
social, ou seja, como uma grande conversa entre empresas
e pessoas. O Facebook oferece todos os recursos necessários
para que sua empresa ou negócio utilize este
canal expressivo para se comunicar com fãs ou clientes." (Pág. 12)
"Porém, para gerar este marketing tão importante,
é preciso que sua empresa se preocupe em gerar engajamento.
É a partir do engajamento que ela será vista,
recomendada e querida pelos seus fãs. Não podemos
esquecer que as mídias sociais são canais de relacionamento
e relacionamento carrega um objetivo: vender
mais ou vender melhor." (Pág. 12)
"Com a internet, muitas barreiras caíram e vence quem se manter no cotidiano
do consumidor, gerando esse relacionamento, o
engajamento, a presença diária, entregando muito mais
valor do que simplesmente preço." (Pág. 12 - 13)
"Exatamente por termos um ‘bolo’ (Internet) tão grande
e com tanto ‘recheio’ (conteúdo), o conteúdo é Rei. Se
sua empresa não produzir conteúdo diferenciado e que
atraia a atenção dos seus fãs ou dos seus consumidores,
o seu ‘recheio’ não terá o mesmo apelo e vontade de
‘comer’ que outros conteúdos disponíveis online." (Pág. 19)
"Por termos
nossa atenção dissipada por tantos lugares, TV, internet,
celulares, pessoas, conteúdos, as empresas que
souberem como deter, pelo menos um pouco, da atenção
de seus consumidores serão as vitoriosas." (Pág. 19)
"O engajamento deriva, em sua maioria, de um bom conteúdo.
Entender o que é relevante para seu fã é a chave
do sucesso." (Pág. 20)
"No Facebook Insights, disponível apenas para as fan pages,
é possível identificar qual tipo de conteúdo postar,
que horários e o que as pessoas mais gostam." (Pág. 20)
"Ao acessar o Insights você terá todos os dados de desempenho
da sua página, como, por exemplo:
•Número de fãs;
• Alcance;
• Engajamento." (Pág. 20)
"O termo Banner Blindness, cunhado por Jakob Nielson,
em 1997, deriva de um estudo de mapas de calor
onde o autor identificou onde os usuários de um
site mais olham e onde eles evitam olhar em um site." (Pág. 22)
"A partir destas informações, espero que tenha
ficado claro a importância do conteúdo, tendo em vista
que as pessoas criam seus próprios filtros para o que
consomem." (Pág. 23)
"Empresas como Google, Washington Post
e Yahoo!, possuem ferramentas que monitoram nosso
comportamento online e sugerem ou, deliberadamente,
mostram apenas conteúdos que, devido ao nosso histórico
de navegação, podemos gostar mais." (Pág. 23)
"Em linhas gerais, o EdgeRank é uma forma
utilizada pelo Facebook para definir, automaticamente, o
que é mais relevante para nós, usuários, na rede social." (Pág. 24)
"Desta maneira, ele monitora tudo o que fazemos no Facebook,
como:
• Os links que clicamos;
• As fotos que vemos;
• Os conteúdo que curtimos, compartilhamos, comentamos;
• As páginas que acessamos;
• Os aplicativos que usamos." (Pág. 24)
"Isso acontece
porque o Facebook quer que sempre tenhamos conteúdo
interessante em nosso Feed de Notícias. Ao aplicar este
filtro baseado em nosso comportamento, é possível exibir
apenas coisas que temos mais tendência a gostar e
a interagir." (Pág. 24)
"Tudo o que fazemos no Facebook é acompanhado pelo
EdgeRank e, cada ação que executamos é inserida na
fórmula que possui três elementos: U = Afinidade
W = Peso
D = Tempo." (Pág. 24 - 25
"Na perspectiva das empresas, o EdgeRank é uma forma
do Facebook exigir que haja uma grande preocupação
com a qualidade do conteúdo. Qualidade diz respeito ao
quanto os fãs dessa empresa gostam desse conteúdo." (Pág. 27)
Olá! Este blog foi criado como forma de registrar os fichamentos de alguns textos para a disciplina Produção Publicitária em Meios Digitais - UFC.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Fichamento 03: FREE - Prólogo e Capítulo 1
"O surpreendente nesse exemplo é o quanto isso não surpreende. Existem inúmeros outros casos exatamente como esse on-line, em que praticamente tudo é oferecido de graça em alguma versão com a esperança de vender alguma coisa – ou, com ainda mais frequência, sem qualquer expectativa de pagamento."
"Aqui reside o paradoxo do Grátis: as pessoas estão ganhando muito dinheiro sem cobrar nada. Não nada por tudo, mas nada pelo sufi ciente para criarmos uma economia tão grande quanto a de um país de tamanho razoável"
"O abundante mercado da cauda longa foi possibilitado pelo ilimitado “espaço de prateleira” da Internet, que é o primeiro sistema de distribuição da história tão apropriado para os nichos quanto para as massas, tanto para o obscuro quanto para a tendência dominante."
"O resultado foi o nascimento de uma nova cultura radicalmente diversificada e uma ameaça às instituições da cultura existente, da mídia de tendência dominante às gravadoras."
"Só existe um modo de ter espaço de prateleira ilimitado: se esse espaço não custar nada. Os “custos marginais” praticamente inexistentes da distribuição digital (isto é, o custo adicional de enviar mais uma cópia além dos “custos fi xos” do hardware com o qual isso deve ser feito) nos permi-
tem uma utilização indiscriminada – nenhum guardião é necessário para decidir se algo merece alcance global ou não."
"Esse grátis parecia vir sem qualquer restrição: não era apenas uma isca para uma venda futura, mas algo oferecido verdadeiramente de graça. A maioria de nós depende de um ou mais serviços do Google todos os dias, mas isso nunca é cobrado em nossos cartões de crédito."
"O Grátis que surgiu na última década é diferente do Grátis que veio antes, mas o como e o porquê raramente são explorados. Além disso, o Grátis de hoje está cheio de contradições flagrantes: é possível ganhar dinheiro dando coisas de graça. O almoço grátis não é uma mera abstração. Algumas vezes, você recebe mais do que paga."
"Os críticos mais velhos, que cresceram com o Grátis do século XX, tinham motivos para suspeitar: com certeza, o “grátis” não é grátis– nós pagaremos por isso mais cedo ou mais tarde. Isso não só não é novidade alguma, como é o artifício de marketing mais antigo da história."
"Os críticos mais jovens tiveram uma reação diferente: “E...?” Essa é a Geração do Google e eles cresceram on-line presumindo que tudo que é digital é grátis."
"Assim nasceu uma das ferramentas de marketing mais poderosas do século XX: dar uma coisa para criar demanda por outra. Woodward sabia que “grátis” é uma palavra com grande capacidade de alterar a psicologia do consumidor, criar novos mercados, abalar mercados antigos e tornar qualquer produto mais atrativo. Ele também percebeu que “grátis” não signifi cava “lucro zero”. Grátis só significava que a trajetória do produto à receita era indireta, algo que viria a ser consagrado no manual de estratégia do varejo como o conceito do preço “isca”.
"A ascensão da indústria publicitária e a chegada do supermercado fizeram da psicologia do consumidor uma ciência e do Grátis, a ferramenta preferida."
"O rádio e a televisão aberta ou “free to air” (o termo utilizado para sinais enviados pelo ar e que qualquer um pode receber gratuitamente) uniram uma nação e criaram um mercado de massa. “Grátis” era o brado de convocação do marqueteiro moderno, e o consumidor nunca deixava de responder."
"A nova forma de Grátis não é uma isca, um truque para transferir dinheiro de um bolso para outro. Ele é impulsionado por uma extraordinária nova capacidade de reduzir os custos dos bens e serviços a quase zero. Embora o Grátis do século passado tenha sido um poderoso método de marketing, o Grátis deste século representa um modelo econômico completamente novo."
"Essa nova forma de Grátis se baseia na economia de bits, não de átomos. Uma qualidade singular da era digital é que, uma vez que algo se transforma em um produto digital, inevitavelmente passa a ser grátis – em termos de custo, com certeza, e muitas vezes em termos de preço."
"Na economia dos átomos – em outras palavras, a maioria das coisas que nos cercam –, tudo tende a ser mais caro com o tempo. Mas na economia dos bits, que é o mundo on-line, as coisas ficam mais baratas. A economia dos átomos é inflacionária, enquanto a economia dos bits é deflacionária."
"Qualquer item grátis na economia dos átomos deve ser pago por algum outro item, e é por isso que o Grátis tradicional cheira tanto a uma isca – você está pagando, de uma forma ou de outra. Mas o Grátis na economia dos bits pode ser realmente grátis, excluindo totalmente o dinheiro da equação."
"As pessoas têm motivos para suspeitar do Grátis na economia dos átomos e para confiar no Grátis na economia dos bits. Intuitivamente, elas percebem a diferença entre as duas economias e entendem por que o Grátis funciona tão bem on-line."
"A ascensão da “freeconomics”, a economia do Grátis, está sendo abastecida pelas tecnologias da era digital."
"O que a Internet faz é integrar os três, combinando as quedas de preço dos três elementos tecnológicos: processadores, largura de banda e armazenagem."
"Todas as linhas de tendência que determinam o custo de fazer negócios on-line apontam na mesma direção: para zero. Não é de se surpreender que todos os preços on-line avancem na mesma direção."
"Hoje em dia, os modelos de negócios mais interessantes estão descobrindo maneiras de ganhar dinheiro em função do Grátis."
"Aqui reside o paradoxo do Grátis: as pessoas estão ganhando muito dinheiro sem cobrar nada. Não nada por tudo, mas nada pelo sufi ciente para criarmos uma economia tão grande quanto a de um país de tamanho razoável"
"O abundante mercado da cauda longa foi possibilitado pelo ilimitado “espaço de prateleira” da Internet, que é o primeiro sistema de distribuição da história tão apropriado para os nichos quanto para as massas, tanto para o obscuro quanto para a tendência dominante."
"O resultado foi o nascimento de uma nova cultura radicalmente diversificada e uma ameaça às instituições da cultura existente, da mídia de tendência dominante às gravadoras."
"Só existe um modo de ter espaço de prateleira ilimitado: se esse espaço não custar nada. Os “custos marginais” praticamente inexistentes da distribuição digital (isto é, o custo adicional de enviar mais uma cópia além dos “custos fi xos” do hardware com o qual isso deve ser feito) nos permi-
tem uma utilização indiscriminada – nenhum guardião é necessário para decidir se algo merece alcance global ou não."
"Esse grátis parecia vir sem qualquer restrição: não era apenas uma isca para uma venda futura, mas algo oferecido verdadeiramente de graça. A maioria de nós depende de um ou mais serviços do Google todos os dias, mas isso nunca é cobrado em nossos cartões de crédito."
"O Grátis que surgiu na última década é diferente do Grátis que veio antes, mas o como e o porquê raramente são explorados. Além disso, o Grátis de hoje está cheio de contradições flagrantes: é possível ganhar dinheiro dando coisas de graça. O almoço grátis não é uma mera abstração. Algumas vezes, você recebe mais do que paga."
"Os críticos mais velhos, que cresceram com o Grátis do século XX, tinham motivos para suspeitar: com certeza, o “grátis” não é grátis– nós pagaremos por isso mais cedo ou mais tarde. Isso não só não é novidade alguma, como é o artifício de marketing mais antigo da história."
"Os críticos mais jovens tiveram uma reação diferente: “E...?” Essa é a Geração do Google e eles cresceram on-line presumindo que tudo que é digital é grátis."
"Assim nasceu uma das ferramentas de marketing mais poderosas do século XX: dar uma coisa para criar demanda por outra. Woodward sabia que “grátis” é uma palavra com grande capacidade de alterar a psicologia do consumidor, criar novos mercados, abalar mercados antigos e tornar qualquer produto mais atrativo. Ele também percebeu que “grátis” não signifi cava “lucro zero”. Grátis só significava que a trajetória do produto à receita era indireta, algo que viria a ser consagrado no manual de estratégia do varejo como o conceito do preço “isca”.
"A ascensão da indústria publicitária e a chegada do supermercado fizeram da psicologia do consumidor uma ciência e do Grátis, a ferramenta preferida."
"O rádio e a televisão aberta ou “free to air” (o termo utilizado para sinais enviados pelo ar e que qualquer um pode receber gratuitamente) uniram uma nação e criaram um mercado de massa. “Grátis” era o brado de convocação do marqueteiro moderno, e o consumidor nunca deixava de responder."
"A nova forma de Grátis não é uma isca, um truque para transferir dinheiro de um bolso para outro. Ele é impulsionado por uma extraordinária nova capacidade de reduzir os custos dos bens e serviços a quase zero. Embora o Grátis do século passado tenha sido um poderoso método de marketing, o Grátis deste século representa um modelo econômico completamente novo."
"Essa nova forma de Grátis se baseia na economia de bits, não de átomos. Uma qualidade singular da era digital é que, uma vez que algo se transforma em um produto digital, inevitavelmente passa a ser grátis – em termos de custo, com certeza, e muitas vezes em termos de preço."
"Na economia dos átomos – em outras palavras, a maioria das coisas que nos cercam –, tudo tende a ser mais caro com o tempo. Mas na economia dos bits, que é o mundo on-line, as coisas ficam mais baratas. A economia dos átomos é inflacionária, enquanto a economia dos bits é deflacionária."
"Qualquer item grátis na economia dos átomos deve ser pago por algum outro item, e é por isso que o Grátis tradicional cheira tanto a uma isca – você está pagando, de uma forma ou de outra. Mas o Grátis na economia dos bits pode ser realmente grátis, excluindo totalmente o dinheiro da equação."
"As pessoas têm motivos para suspeitar do Grátis na economia dos átomos e para confiar no Grátis na economia dos bits. Intuitivamente, elas percebem a diferença entre as duas economias e entendem por que o Grátis funciona tão bem on-line."
"A ascensão da “freeconomics”, a economia do Grátis, está sendo abastecida pelas tecnologias da era digital."
"O que a Internet faz é integrar os três, combinando as quedas de preço dos três elementos tecnológicos: processadores, largura de banda e armazenagem."
"Todas as linhas de tendência que determinam o custo de fazer negócios on-line apontam na mesma direção: para zero. Não é de se surpreender que todos os preços on-line avancem na mesma direção."
"Hoje em dia, os modelos de negócios mais interessantes estão descobrindo maneiras de ganhar dinheiro em função do Grátis."
Fichamento 02: Blog Corporativo - Capítulo 02
"O uso de blogs nas empresas pode aproximá‐las de uma visão e um tipo de estrutura organizacional obrigatórias para aquelas que desejam se tornar bem‐sucedidas hoje em dia: a organização focada no cliente."
"A introdução de blogs de negócios pode ser o agente transformador que dará início à migração da sua empresa para o mesmo caminho de sucesso. Ele será (ou poderá ser) o primeiro passo que apresentará o seu diferencial diante dos concorrentes."
"Quando pensamos em colocar blogs dentro de uma empresa, devemos antes saber onde estamos pisando: quais são as alternativas de exploração, as vantagens, desvantagens, como implementar, como divulgar, e assim por diante."
"Vemos que o blog se destaca por ser altamente interativo e instantâneo. Também sai na frente por proporcionar uma comunicação na voz dos clientes, sem formalidades e com o conteúdo correto para atingir as expectativas dos mesmos. Contudo o grande diferencial está na enorme sensação de intimidade com a empresa; o blog é uma gigantesca porta aberta para que o cliente, o parceiro ou o funcionário entre, sente e se sinta à vontade."
"Vale destacar também que o blog, quando voltado para o público externo, não é substituto para a página web tradicional já usada pela maioria das empresas."
"A iniciativa do blog deve ser conduzida em paralelo ao website ou intranet oficial, porque sua funcionalidade é específica: trazer para perto da empresa seus clientes, funcionários ou mercado e dar uma “cara” para a empresa, deixando o relacionamento cliente‐funcionário‐empresa mais humano."
"Os blogs, no contexto de negócios, podem ser classificados segundo as funcionalidades que são aplicáveis a uma empresa."
"O assunto a ser explorado deve ir além da marca e seus produtos e, simultaneamente, deve possuir um conteúdo específico e do interesse dos clientes."
"A abordagem deve despertar a curiosidade e a vontade de interagir, mantendo sempre seus produtos e serviços como pano de fundo, presentes no logotipo ou nas dicas e histórias que serão contadas ao público. A sua idéia deve se espalhar, o cliente precisa sentir aquele estalo de “preciso contar isso pra alguém!”."
"As empresas devem ser audazes e olhar os blogs como uma inovação de abertura para o diálogo e construção de confiança mútua. Essa abertura pode colocar sua empresa na frente dos seus concorrentes."
"Outra grande vantagem do blog em comunicação de marketing é a possibilidade de medir os resultados rapidamente e calibrar as mensagens que serão passadas ao público."
"É importante destacar que a voz do seu blog estará transmitindo a marca da sua empresa, e é um fator crítico de sucesso que essa voz seja unicamente de uma pessoa, ou no máximo de duas ou três pessoas ao mesmo tempo."
"Como falamos em humanizar a empresa, os blogs voltados para relações públicas devem ser obrigatoriamente escritos por pessoas de dentro da empresa. Será a voz dos funcionários, ou do próprio presidente ou proprietário da empresa, comumente chamado de “CEO Blog” na internet."
"A idéia principal de um blog de relações públicas é encurtar a distância da hierarquia entre funcionários e presidente, ou dar uma “cara” para a empresa em relação ao mercado."
"Assim sendo, quando falamos de blog de relações públicas, teremos basicamente dois grupos de escritores – o funcionário e a alta direção da empresa – e dois tipos de audiência – interna e externa."
"Trataremos primeiro do blog voltado para audiências internas. Nesse tipo de audiência, o blog tem uma função parecida com o que uma intranet corporativa possui: é um canal de comunicação de assuntos de interesse da companhia e seu corpo de colaboradores."
"Se o assunto é gestão de mudanças, integração entre colaboradores ou a comunicação de notícias internamente, o blog tornará essa tarefa algo simples e eficaz, os funcionários escreverão e passarão a se sentir mais envolvidos com a empresa e, mais ainda, ficarão alinhados com a estratégia da companhia mais facilmente, devido ao canal aberto e espaço para comentários."
"É importante que alguém na empresa monitore o que os funcionários estão escrevendo em seus blogs, mas não de maneira exagerada; ninguém monitora todos os e‐mails ou todos os telefonemas dos funcionários."
"O que torna o blog uma página de sucesso é o conteúdo pessoal e o mais espontâneo possível; portanto, se a sua política de uso estiver inibindo demais os funcionários, ou mesmo manipulando suas opiniões, desista da idéia de usar um blog, ou repense os valores atuais da sua empresa."
"Os processos e atividades que lidam com o cliente cara‐a‐cara devem ser os primeiros a ajudar, porque toda gestão de relacionamento é fundamentada em uma base de dados dos clientes, que deve ser mantida sempre atualizada."
"Todo e qualquer contato com o cliente deve ser registrado e mantido em uma base de dados junto com outras informações, como endereço, idade, profissão, preferências etc. Essa gestão de relacionamento, também chamada de CRM (Customer Relationship Management), não se trata só da tecnologia de banco de dados e uma interface de acesso aos dados, seus conceitos e objetivo principal devem estar consolidados e arraigados na cultura da companhia."
"Só que os blogs proporcionam mais intimidade porque sua dinâmica é baseada em uma relação pessoa‐pessoa, e não pessoa‐empresa. Isso deixa os diálogos mais sinceros, abertos e confiáveis."
"É preciso haver um bom tratamento de dados na base dos blogs, antes de passá‐los para uma base de dados de relacionamento. Outro fator importante é o tempo despendido para atender ou responder os comentários dos clientes à medida que sua empresa vai crescendo e se tornando conhecida."
"As propriedades de facilidade de operação e de comunicação rápida são os atributos dos blogs que mais ajudam no suporte ao cliente."
"O grande destaque dos blogs, que prevalece sobre o suposto número de leitores, é que ele é uma ferramenta de custo muito baixo, e a sua implementação em suporte ao cliente, seja como portal informativo ou base de dados interna, só traz benefícios. Qualquer cliente satisfeito com isso já é lucro na certa."
"A idéia principal não é substituir as ferramentas já existentes de suporte ao cliente de uma empresa, mas sim atuar em paralelo ao suporte com informações importantes ou perguntas mais freqüentes."
"Mais que falarmos de tecnologia para possibilitar a pesquisa e a classificação das informações, é necessário disseminar a idéia e o significado de gestão do conhecimento por toda a companhia, para haver compartilhamento de informações e participação ativa de todos os colaboradores."
"A gestão de projetos é responsável pelo acontecimento do próprio projeto, montando a estratégia de execução do começo ao fim. A primeira grande ação dessa gestão é dar contexto e sentido ao projeto, para que toda a empresa e responsáveis pela sua execução possam começar as tarefas de forma alinhada com os objetivos do mesmo."
"O blog, como gestor de projetos, atravessa as quatro fases do projeto apresentadas, fazendo o papel de centralizador e distribuidor das informações do projeto"
"Esse tipo de blog é o que chamaremos aqui de “blog de veículo de comunicação”, blogs usados para a divulgação de notícias ou fatos relacionados com entretenimento."
"A vantagem adicional para a imprensa ou qualquer outro veículo de comunicação, nesse caso, é a idéia embutida de credibilidade e jornalismo participativo."
"A introdução de blogs de negócios pode ser o agente transformador que dará início à migração da sua empresa para o mesmo caminho de sucesso. Ele será (ou poderá ser) o primeiro passo que apresentará o seu diferencial diante dos concorrentes."
"Quando pensamos em colocar blogs dentro de uma empresa, devemos antes saber onde estamos pisando: quais são as alternativas de exploração, as vantagens, desvantagens, como implementar, como divulgar, e assim por diante."
"Vemos que o blog se destaca por ser altamente interativo e instantâneo. Também sai na frente por proporcionar uma comunicação na voz dos clientes, sem formalidades e com o conteúdo correto para atingir as expectativas dos mesmos. Contudo o grande diferencial está na enorme sensação de intimidade com a empresa; o blog é uma gigantesca porta aberta para que o cliente, o parceiro ou o funcionário entre, sente e se sinta à vontade."
"Vale destacar também que o blog, quando voltado para o público externo, não é substituto para a página web tradicional já usada pela maioria das empresas."
"A iniciativa do blog deve ser conduzida em paralelo ao website ou intranet oficial, porque sua funcionalidade é específica: trazer para perto da empresa seus clientes, funcionários ou mercado e dar uma “cara” para a empresa, deixando o relacionamento cliente‐funcionário‐empresa mais humano."
"Os blogs, no contexto de negócios, podem ser classificados segundo as funcionalidades que são aplicáveis a uma empresa."
"O assunto a ser explorado deve ir além da marca e seus produtos e, simultaneamente, deve possuir um conteúdo específico e do interesse dos clientes."
"A abordagem deve despertar a curiosidade e a vontade de interagir, mantendo sempre seus produtos e serviços como pano de fundo, presentes no logotipo ou nas dicas e histórias que serão contadas ao público. A sua idéia deve se espalhar, o cliente precisa sentir aquele estalo de “preciso contar isso pra alguém!”."
"As empresas devem ser audazes e olhar os blogs como uma inovação de abertura para o diálogo e construção de confiança mútua. Essa abertura pode colocar sua empresa na frente dos seus concorrentes."
"Outra grande vantagem do blog em comunicação de marketing é a possibilidade de medir os resultados rapidamente e calibrar as mensagens que serão passadas ao público."
"É importante destacar que a voz do seu blog estará transmitindo a marca da sua empresa, e é um fator crítico de sucesso que essa voz seja unicamente de uma pessoa, ou no máximo de duas ou três pessoas ao mesmo tempo."
"Como falamos em humanizar a empresa, os blogs voltados para relações públicas devem ser obrigatoriamente escritos por pessoas de dentro da empresa. Será a voz dos funcionários, ou do próprio presidente ou proprietário da empresa, comumente chamado de “CEO Blog” na internet."
"A idéia principal de um blog de relações públicas é encurtar a distância da hierarquia entre funcionários e presidente, ou dar uma “cara” para a empresa em relação ao mercado."
"Assim sendo, quando falamos de blog de relações públicas, teremos basicamente dois grupos de escritores – o funcionário e a alta direção da empresa – e dois tipos de audiência – interna e externa."
"Trataremos primeiro do blog voltado para audiências internas. Nesse tipo de audiência, o blog tem uma função parecida com o que uma intranet corporativa possui: é um canal de comunicação de assuntos de interesse da companhia e seu corpo de colaboradores."
"Se o assunto é gestão de mudanças, integração entre colaboradores ou a comunicação de notícias internamente, o blog tornará essa tarefa algo simples e eficaz, os funcionários escreverão e passarão a se sentir mais envolvidos com a empresa e, mais ainda, ficarão alinhados com a estratégia da companhia mais facilmente, devido ao canal aberto e espaço para comentários."
"É importante que alguém na empresa monitore o que os funcionários estão escrevendo em seus blogs, mas não de maneira exagerada; ninguém monitora todos os e‐mails ou todos os telefonemas dos funcionários."
"O que torna o blog uma página de sucesso é o conteúdo pessoal e o mais espontâneo possível; portanto, se a sua política de uso estiver inibindo demais os funcionários, ou mesmo manipulando suas opiniões, desista da idéia de usar um blog, ou repense os valores atuais da sua empresa."
"Os processos e atividades que lidam com o cliente cara‐a‐cara devem ser os primeiros a ajudar, porque toda gestão de relacionamento é fundamentada em uma base de dados dos clientes, que deve ser mantida sempre atualizada."
"Todo e qualquer contato com o cliente deve ser registrado e mantido em uma base de dados junto com outras informações, como endereço, idade, profissão, preferências etc. Essa gestão de relacionamento, também chamada de CRM (Customer Relationship Management), não se trata só da tecnologia de banco de dados e uma interface de acesso aos dados, seus conceitos e objetivo principal devem estar consolidados e arraigados na cultura da companhia."
"Só que os blogs proporcionam mais intimidade porque sua dinâmica é baseada em uma relação pessoa‐pessoa, e não pessoa‐empresa. Isso deixa os diálogos mais sinceros, abertos e confiáveis."
"É preciso haver um bom tratamento de dados na base dos blogs, antes de passá‐los para uma base de dados de relacionamento. Outro fator importante é o tempo despendido para atender ou responder os comentários dos clientes à medida que sua empresa vai crescendo e se tornando conhecida."
"As propriedades de facilidade de operação e de comunicação rápida são os atributos dos blogs que mais ajudam no suporte ao cliente."
"O grande destaque dos blogs, que prevalece sobre o suposto número de leitores, é que ele é uma ferramenta de custo muito baixo, e a sua implementação em suporte ao cliente, seja como portal informativo ou base de dados interna, só traz benefícios. Qualquer cliente satisfeito com isso já é lucro na certa."
"A idéia principal não é substituir as ferramentas já existentes de suporte ao cliente de uma empresa, mas sim atuar em paralelo ao suporte com informações importantes ou perguntas mais freqüentes."
"Mais que falarmos de tecnologia para possibilitar a pesquisa e a classificação das informações, é necessário disseminar a idéia e o significado de gestão do conhecimento por toda a companhia, para haver compartilhamento de informações e participação ativa de todos os colaboradores."
"A gestão de projetos é responsável pelo acontecimento do próprio projeto, montando a estratégia de execução do começo ao fim. A primeira grande ação dessa gestão é dar contexto e sentido ao projeto, para que toda a empresa e responsáveis pela sua execução possam começar as tarefas de forma alinhada com os objetivos do mesmo."
"O blog, como gestor de projetos, atravessa as quatro fases do projeto apresentadas, fazendo o papel de centralizador e distribuidor das informações do projeto"
"Esse tipo de blog é o que chamaremos aqui de “blog de veículo de comunicação”, blogs usados para a divulgação de notícias ou fatos relacionados com entretenimento."
"A vantagem adicional para a imprensa ou qualquer outro veículo de comunicação, nesse caso, é a idéia embutida de credibilidade e jornalismo participativo."
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Fichamento 01: A Cauda longa - Capítulos 01 e 05
"Os dados sobre vendas e as tendências desses serviços e de outros semelhantes revelam que a economia emergente do entretenimento digital será radicalmente diferente da que caracterizava o mercado de massa. Se a indústria do entretenimento no século XX baseava-se em hits, a do século XXI se concentrará com a mesma intensidade em nichos."
"No último século, a indústria do entretenimento encontrou uma solução fácil para essas restrições: o foco no lançamento de grandes sucessos."
"No entanto, quase todos queremos mais do que apenas hits. As preferências de todas as pessoas em certos pontos se afastam da tendência dominante. Quanto mais exploramos as alternativas, mais somos atraídos pelas variantes."
"Esse é o mundo da escassez. Agora, com a distribuição e o varejo online, estamos ingressando no mundo da abundância. As diferenças são profundas."
"Em resumo, essa é a maneira como encarávamos o mercado no século passado. Cada varejista tem seu próprio limite econômico, mas todos definem algum ponto de corte em seus estoques. O que se espera que venda uma quantidade mínima é mantido em estoque; o resto fica fora. Em nossa cultura movida a sucessos, as pessoas se concentram obsessivamente no lado esquerdo da curva, na tentativa de adivinhar o que se aglomerará nesse pequeno espaço."
"Mas façamos algo diferente. Depois de fixarmos o olhar durante um século no lado esquerdo da curva, viremos a cabeça para a direita."
"O verdadeiramente espantoso sobre a Cauda Longa é seu tamanho. Mais uma vez, quando se combina quantidade suficiente de não-hits, se está de fato criando um mercado que rivaliza com o dos hits."
"Caso se mantenha essa tendência de crescimento, o mercado potencial de livros talvez seja o dobro do que parece ser, bastando para isso que se explore a economia da escassez. Kevin Laws, capitalista de risco e ex-consultor da indústria de música, assim se manifesta: "O dinheiro de verdade está nas menores vendas." O mesmo se aplica a outros mercados de Cauda Longa."
"Quando se pensa no assunto, a maioria dos negócios de Internet bem-sucedidos de alguma maneira explora a Cauda Longa."
"Ao superar as limitações da geografia e da escala, empresas como essas não só expandem seus mercados, mas também, o mais importante, descobrem outros mercados inteiramente novos. Além disso, em todos os casos, esses mercados que se situam fora do alcance dos varejistas físicos se revelaram muito maiores do que seria de esperar — e se tornam cada vez mais vastos."
"Esses novos negócios com espaço infinito nas prateleiras efetivamente aprenderam as lições da nova matemática: um número muitíssimo grande (os produtos que se situam na Cauda Longa) multiplicado por um número relativamente pequeno (os volumes de vendas de cada um) ainda é igual a um número muito grande. E, ainda mais uma vez, esse número muitíssimo grande está ficando cada vez maior."
"Além disso, esses milhões de vendas marginais são um negócio eficiente e eficaz em relação ao custo. Sem precisar pagar espaço de prateleira—e, no caso de serviços puramente digitais, como a iTunes, nenhum custo de fabricação e quase nenhum custo de distribuição—a venda de um produto de nicho é apenas mais uma venda, com margens iguais ou melhores do que as dos hits."
"Pela primeira vez na história, os hits e os nichos estão em igualdade de condições econômicas, ambos não passam de arquivos em bancos de dados, ambos com iguais custos de carregamento e a mesma rentabilidade. De repente, a popularidade não mais detém o monopólio da lucratividade."
"Quando se é capaz de reduzir drasticamente os custos de interligar a oferta e a demanda, mudam-se não só os números, mas toda a natureza do mercado. E não se trata apenas de mudança quantitativa, mas, sobretudo, de transformação qualitativa. O novo acesso aos nichos revela demanda latente por conteúdo não-comercial. Então, à medida que a demanda se desloca para os nichos, a economia do fornecimento melhora ainda mais, e assim por diante, criando um loop de feedback positivo, que metamorfoseará setores inteiros — e a cultura — nas próximas décadas."
"Finalmente, esperava ele, chegaria um tempo em que a "produção material criará condições para que todas as pessoas disponham de tempo ocioso para o exercício de outras atividades". Marx evocava uma sociedade comunista em que "... ninguém tem uma esfera de atividade exclusiva, mas cada uma delas pode ser executada da maneira que mais aprouver a cada um [...]"
" [...] Prosseguindo com o vocabulário de Marx, os Pro-Ams são uma criação da primeira força da Cauda Longa, a democratização das ferramentas de produção."
"Hoje, milhões de pessoas lançam publicações diárias para um público que, no conjunto, é maior que o de qualquer veículo da grande mídia. Por sua vez, os blogs são consequência da democratização das ferramentas: o advento de softwares e de serviços simples e baratos que facilitam a tal ponto a editoração online que ela se torna acessível a todos."
"A consequência de tudo isso é que estamos deixando de ser apenas consumidores passivos para passar a atuar como produtores ativos."
"O fenômeno se manifesta por toda parte — a extensão em que os blogs amadores estão disputando a atenção do público com a grande mídia, em que as pequenas bandas estão lançando músicas sem selo de gravadora e em que os colegas consumidores dominam as avaliações online de produtos e serviços é como se a configuração básica da produção tivesse mudado de "Conquiste o direito de fazê-lo" para "O que o está impedindo de fazer?"."
"Como os meios de produção se difundiram com tamanha amplitude, entre tantas pessoas, os talentosos e visionários, ainda que representem uma pequena fração do total, já são uma força a ser levada em conta. Não se surpreenda se algumas das obras mais criativas e influentes das próximas décadas forem produzidas por essa classe Pro-Am de aficionados inspirados, em vez de provirem das fontes tradicionais do mundo comercial. O efeito dessa mudança significa que a Cauda Longa crescerá em ritmo nunca dantes visto."
"A Wikipedia, como o Google e a sabedoria coletiva de milhões de blogs, opera com base na lógica exótica da estatística probabilística, ou seja, em que se trata mais de probabilidade do que de certeza."
"Os sistemas baseados na probabilidade são, para usar o termo de Kevin Kelly, "out of control (incontroláveis)."
"A vantagem dos sistemas probabilísticos é que eles se beneficiam da sabedoria das multidões e, em consequência, podem aumentar de escala, tanto em amplitude quanto em profundidade."
"Esse é o mundo da "peer production" (produção colaborativa ou entre pares), fenômeno extraordinário, possibilitado pela Internet, caracterizado pelo voluntarismo ou amadorismo de massa. Estamos na aurora de uma era em que a maioria dos produtores, em qualquer área, não será remunerada. A principal diferença entre esses amadores e seus colegas profissionais é simplesmente a lacuna cada vez menor nos recursos disponíveis, para que ampliem o escopo de seu trabalho. Quando as ferramentas de trabalho estão ao alcance de todos, todos se transformam em produtores."
"A motivação para a criação não são os mesmos na cabeça e na cauda da curva. Os modelos econômicos não se aplicam a todos os casos. Pode-se refletir sobre a Cauda Longa como algo que começa como economia monetária tradicional na cabeça e que termina como economia não-monetária na cauda. Entre os dois extremos, predomina uma mistura de ambos os modelos."
"A razão por que o fenômeno assume características de economia e a existência de uma moeda no reino capaz de ser tão motivadora quanto o dinheiro: reputação. Medida pelo grau de atenção atraída pelo produto, a reputação pode ser convertida em outras coisas de valor: trabalho, estabilidade, público e ofertas lucrativas de todos os tipos."
"A diferença entre produtores "profissionais" e "amadores" torna-se cada vez mais nebulosa e é bem possível que acabe perdendo a relevância. Não fazemos apenas aquilo por que somos remunerados, mas também aquilo que queremos. E ambos os tipos de atividades podem ser valiosos."
"As ferramentas da criatividade agora são baratas e, ao contrário do que imaginávamos, o talento se distribui de maneira mais dispersa. Sob esse aspecto, a Cauda Longa talvez se transforme na área crucial da criatividade, lugar onde as ideias se formam e se desenvolvem, antes de se transformarem em sucessos comerciais."
"No último século, a indústria do entretenimento encontrou uma solução fácil para essas restrições: o foco no lançamento de grandes sucessos."
"No entanto, quase todos queremos mais do que apenas hits. As preferências de todas as pessoas em certos pontos se afastam da tendência dominante. Quanto mais exploramos as alternativas, mais somos atraídos pelas variantes."
"Esse é o mundo da escassez. Agora, com a distribuição e o varejo online, estamos ingressando no mundo da abundância. As diferenças são profundas."
"Em resumo, essa é a maneira como encarávamos o mercado no século passado. Cada varejista tem seu próprio limite econômico, mas todos definem algum ponto de corte em seus estoques. O que se espera que venda uma quantidade mínima é mantido em estoque; o resto fica fora. Em nossa cultura movida a sucessos, as pessoas se concentram obsessivamente no lado esquerdo da curva, na tentativa de adivinhar o que se aglomerará nesse pequeno espaço."
"Mas façamos algo diferente. Depois de fixarmos o olhar durante um século no lado esquerdo da curva, viremos a cabeça para a direita."
"O verdadeiramente espantoso sobre a Cauda Longa é seu tamanho. Mais uma vez, quando se combina quantidade suficiente de não-hits, se está de fato criando um mercado que rivaliza com o dos hits."
"Caso se mantenha essa tendência de crescimento, o mercado potencial de livros talvez seja o dobro do que parece ser, bastando para isso que se explore a economia da escassez. Kevin Laws, capitalista de risco e ex-consultor da indústria de música, assim se manifesta: "O dinheiro de verdade está nas menores vendas." O mesmo se aplica a outros mercados de Cauda Longa."
"Quando se pensa no assunto, a maioria dos negócios de Internet bem-sucedidos de alguma maneira explora a Cauda Longa."
"Ao superar as limitações da geografia e da escala, empresas como essas não só expandem seus mercados, mas também, o mais importante, descobrem outros mercados inteiramente novos. Além disso, em todos os casos, esses mercados que se situam fora do alcance dos varejistas físicos se revelaram muito maiores do que seria de esperar — e se tornam cada vez mais vastos."
"Esses novos negócios com espaço infinito nas prateleiras efetivamente aprenderam as lições da nova matemática: um número muitíssimo grande (os produtos que se situam na Cauda Longa) multiplicado por um número relativamente pequeno (os volumes de vendas de cada um) ainda é igual a um número muito grande. E, ainda mais uma vez, esse número muitíssimo grande está ficando cada vez maior."
"Além disso, esses milhões de vendas marginais são um negócio eficiente e eficaz em relação ao custo. Sem precisar pagar espaço de prateleira—e, no caso de serviços puramente digitais, como a iTunes, nenhum custo de fabricação e quase nenhum custo de distribuição—a venda de um produto de nicho é apenas mais uma venda, com margens iguais ou melhores do que as dos hits."
"Pela primeira vez na história, os hits e os nichos estão em igualdade de condições econômicas, ambos não passam de arquivos em bancos de dados, ambos com iguais custos de carregamento e a mesma rentabilidade. De repente, a popularidade não mais detém o monopólio da lucratividade."
"Quando se é capaz de reduzir drasticamente os custos de interligar a oferta e a demanda, mudam-se não só os números, mas toda a natureza do mercado. E não se trata apenas de mudança quantitativa, mas, sobretudo, de transformação qualitativa. O novo acesso aos nichos revela demanda latente por conteúdo não-comercial. Então, à medida que a demanda se desloca para os nichos, a economia do fornecimento melhora ainda mais, e assim por diante, criando um loop de feedback positivo, que metamorfoseará setores inteiros — e a cultura — nas próximas décadas."
"Finalmente, esperava ele, chegaria um tempo em que a "produção material criará condições para que todas as pessoas disponham de tempo ocioso para o exercício de outras atividades". Marx evocava uma sociedade comunista em que "... ninguém tem uma esfera de atividade exclusiva, mas cada uma delas pode ser executada da maneira que mais aprouver a cada um [...]"
" [...] Prosseguindo com o vocabulário de Marx, os Pro-Ams são uma criação da primeira força da Cauda Longa, a democratização das ferramentas de produção."
"Hoje, milhões de pessoas lançam publicações diárias para um público que, no conjunto, é maior que o de qualquer veículo da grande mídia. Por sua vez, os blogs são consequência da democratização das ferramentas: o advento de softwares e de serviços simples e baratos que facilitam a tal ponto a editoração online que ela se torna acessível a todos."
"A consequência de tudo isso é que estamos deixando de ser apenas consumidores passivos para passar a atuar como produtores ativos."
"O fenômeno se manifesta por toda parte — a extensão em que os blogs amadores estão disputando a atenção do público com a grande mídia, em que as pequenas bandas estão lançando músicas sem selo de gravadora e em que os colegas consumidores dominam as avaliações online de produtos e serviços é como se a configuração básica da produção tivesse mudado de "Conquiste o direito de fazê-lo" para "O que o está impedindo de fazer?"."
"Como os meios de produção se difundiram com tamanha amplitude, entre tantas pessoas, os talentosos e visionários, ainda que representem uma pequena fração do total, já são uma força a ser levada em conta. Não se surpreenda se algumas das obras mais criativas e influentes das próximas décadas forem produzidas por essa classe Pro-Am de aficionados inspirados, em vez de provirem das fontes tradicionais do mundo comercial. O efeito dessa mudança significa que a Cauda Longa crescerá em ritmo nunca dantes visto."
"A Wikipedia, como o Google e a sabedoria coletiva de milhões de blogs, opera com base na lógica exótica da estatística probabilística, ou seja, em que se trata mais de probabilidade do que de certeza."
"Os sistemas baseados na probabilidade são, para usar o termo de Kevin Kelly, "out of control (incontroláveis)."
"A vantagem dos sistemas probabilísticos é que eles se beneficiam da sabedoria das multidões e, em consequência, podem aumentar de escala, tanto em amplitude quanto em profundidade."
"Esse é o mundo da "peer production" (produção colaborativa ou entre pares), fenômeno extraordinário, possibilitado pela Internet, caracterizado pelo voluntarismo ou amadorismo de massa. Estamos na aurora de uma era em que a maioria dos produtores, em qualquer área, não será remunerada. A principal diferença entre esses amadores e seus colegas profissionais é simplesmente a lacuna cada vez menor nos recursos disponíveis, para que ampliem o escopo de seu trabalho. Quando as ferramentas de trabalho estão ao alcance de todos, todos se transformam em produtores."
"A motivação para a criação não são os mesmos na cabeça e na cauda da curva. Os modelos econômicos não se aplicam a todos os casos. Pode-se refletir sobre a Cauda Longa como algo que começa como economia monetária tradicional na cabeça e que termina como economia não-monetária na cauda. Entre os dois extremos, predomina uma mistura de ambos os modelos."
"A razão por que o fenômeno assume características de economia e a existência de uma moeda no reino capaz de ser tão motivadora quanto o dinheiro: reputação. Medida pelo grau de atenção atraída pelo produto, a reputação pode ser convertida em outras coisas de valor: trabalho, estabilidade, público e ofertas lucrativas de todos os tipos."
"A diferença entre produtores "profissionais" e "amadores" torna-se cada vez mais nebulosa e é bem possível que acabe perdendo a relevância. Não fazemos apenas aquilo por que somos remunerados, mas também aquilo que queremos. E ambos os tipos de atividades podem ser valiosos."
"As ferramentas da criatividade agora são baratas e, ao contrário do que imaginávamos, o talento se distribui de maneira mais dispersa. Sob esse aspecto, a Cauda Longa talvez se transforme na área crucial da criatividade, lugar onde as ideias se formam e se desenvolvem, antes de se transformarem em sucessos comerciais."
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